Estados com piso regional próprio em 2026:
- São Paulo: R$ 1.874,36 (sanção do Governador Tarcísio de Freitas).
- Rio Grande do Sul: faixa 1 em R$ 1.789,00.
- Paraná, Santa Catarina e Rio de Janeiro: tabelas por categoria, sempre acima do nacional.
- Outros 22 estados: seguem o nacional de R$ 1.621.
O que é o piso salarial regional
A Lei Complementar 103/2000 autoriza os estados a fixarem pisos salariais próprios, sempre acima do salário mínimo nacional. O piso regional vale para todos os trabalhadores formais, domésticos e categorias específicas dentro do estado — exceto quando há convenção coletiva com piso maior.
Cinco estados brasileiros mantêm pisos próprios em 2026, com tabelas que cobrem profissões específicas e faixas salariais escalonadas. Os demais 22 estados seguem o piso nacional de R$ 1.621.
São Paulo — R$ 1.874,36
O piso regional de São Paulo em 2026 é R$ 1.874,36 mensais, sancionado pelo Governador Tarcísio de Freitas após aprovação na Alesp (Assembleia Legislativa). É o maior piso regional do Brasil. A alta foi de aproximadamente 3,9% sobre o piso de 2025.
Vale para todas as categorias profissionais que não tenham piso maior estabelecido por convenção coletiva, atingindo majoritariamente:
- Trabalhadores domésticos.
- Profissionais de limpeza e conservação.
- Funcionários de comércio sem piso de categoria específico.
- Auxiliares de produção em indústrias sem convenção dominante.
Rio Grande do Sul — faixas a partir de R$ 1.789
O Rio Grande do Sul tem o piso mais antigo do país, instituído na década de 1990. Para 2026, a faixa 1 começa em R$ 1.789,00. As faixas seguintes contemplam profissões específicas e podem chegar a mais de R$ 2.000:
- Faixa 1: R$ 1.789,00 — categorias gerais.
- Faixa 2: aproximadamente R$ 1.830,00 — categorias com qualificação técnica.
- Faixa 3: aproximadamente R$ 1.875,00 — profissões com responsabilidade gerencial leve.
- Faixa 4: superior a R$ 2.000,00 — profissões com qualificação superior específica.
Paraná, Santa Catarina e Rio de Janeiro
Esses três estados também mantêm pisos próprios em 2026, com tabelas escalonadas:
- Paraná: 4 faixas, começando acima de R$ 1.700,00 e chegando a R$ 2.180,00 em categorias específicas.
- Santa Catarina: 4 faixas, com base em R$ 1.700,00 e topo próximo a R$ 2.150,00.
- Rio de Janeiro: piso por categoria, geralmente entre R$ 1.700 e R$ 2.300, dependendo da função.
Em todos os estados, o piso regional vale somente para os trabalhadores que prestam serviço no território do estado, independentemente da sede da empresa.
Quando o piso regional se aplica
O piso regional é a regra geral nos estados que o adotam, com algumas exceções:
- Convenção coletiva com piso maior: prevalece o piso da categoria, não o regional.
- Categorias com piso federal específico (médicos, advogados, engenheiros): seguem o piso da categoria.
- Trabalhador de empresa fora do estado: prevalece o piso do estado onde o trabalho é prestado.
- Servidor público estatutário: tem piso próprio definido em lei do ente federativo.
Demais estados seguem o piso nacional
Os 22 estados que não adotam piso regional próprio em 2026 seguem o salário mínimo nacional de R$ 1.621,00:
Acre, Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rondônia, Roraima, Sergipe e Tocantins.
Nesses estados, qualquer trabalhador formal — incluindo doméstico — tem direito a no mínimo R$ 1.621 brutos por mês, exceto se houver convenção coletiva específica com piso maior.
Reajuste dos pisos regionais
Cada estado define seu próprio cronograma de reajuste, geralmente entre janeiro e maio. Os reajustes seguem a inflação local (IPCA, INPC regional ou IGP-M) e podem incluir ganhos reais negociados com sindicatos. Em 2026, a maioria dos pisos regionais teve reajuste entre 3,5% e 5%.
Perguntas frequentes
Trabalho em SP mas a empresa é do RJ. Qual piso se aplica?
O piso do estado onde o trabalho é prestado, ou seja, SP. R$ 1.874,36 em 2026. A localização da sede da empresa não altera o direito.
Minha categoria tem piso por convenção coletiva. Vale o que?
Prevalece o maior dos três valores: piso da convenção coletiva, piso regional ou salário mínimo nacional. O empregador deve pagar o que for mais favorável.
Empregada doméstica em SP recebe quanto?
No mínimo R$ 1.874,36, que é o piso regional do estado. A LC 150/2015 garante a equiparação ao trabalhador celetista em pisos.
Em qual lei está o piso regional?
A LC 103/2000 autoriza os estados a fixarem pisos regionais. Cada estado tem sua própria lei estadual que define os valores e faixas. Em SP, a Lei 17.973/2024 dispõe sobre o reajuste.
Posso negociar abaixo do piso regional?
Não pode. Pisos salariais são direitos indisponíveis pelo art. 611-B da CLT. Acordo individual abaixo do piso é nulo e gera diferenças retroativas em ação trabalhista.
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