Câmara dos Deputados aprova nova regra: +15% na aposentadoria das mães

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Um projeto de lei que cria um adicional de até 15% na aposentadoria de mães avançou na Câmara dos Deputados. A Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher aprovou, em 7 de julho de 2026, o texto que prevê 5% a mais por filho no valor do benefício, com limite de 3 filhos. O projeto ainda não é lei: entenda o que foi aprovado e o que falta para o adicional valer de verdade.

Conforme apuração de nossa redação junto ao Portal da Câmara dos Deputados, a comissão aprovou o parecer favorável da relatora, deputada Fernanda Melchionna (Psol-RS), ao Projeto de Lei 6841/25, de autoria do deputado Duda Ramos (Podemos-RR).

O que o projeto prevê, em resumo

  • O que cria: adicional de 5% por filho no valor da aposentadoria ou pensão por morte
  • Limite: até 3 filhos (biológicos ou adotivos), ou seja, adicional máximo de 15%
  • Quem pagaria: Regime Geral de Previdência Social (RGPS), administrado pelo INSS
  • Situação em 16/07/2026: aprovado só na 1ª de 4 etapas na Câmara (projeto de lei, não é lei ainda)
  • Autor: deputado Duda Ramos (Podemos-RR) · Relatora: deputada Fernanda Melchionna (Psol-RS)
  • Fonte oficial: Portal da Câmara dos Deputados

Quanto seria o adicional por filho

O texto aprovado na comissão define o adicional como um percentual fixo por filho, aplicado sobre o valor da aposentadoria ou da pensão por morte já calculada pelas regras atuais do INSS:

Nº de filhos (biológicos ou adotivos) Adicional previsto
1 filho +5%
2 filhos +10%
3 filhos ou mais +15% (teto)

Na prática, quem tem 3 filhos ou mais receberia o mesmo adicional máximo de 15%, já que o projeto não prevê acréscimo além do terceiro filho.

Quem poderia ter direito ao adicional

O projeto mira mulheres que recebem aposentadoria ou pensão por morte pelo Regime Geral de Previdência Social e que se dedicaram ao cuidado dos filhos. Segundo a relatora, o foco é reconhecer o tempo de cuidado de quem, por isso, teve menos tempo ou renda de contribuição, principalmente mulheres do mercado informal, que hoje recebem aposentadorias mais baixas.

O texto aprovado até aqui não detalha regras adicionais de comprovação (como tempo mínimo de cuidado ou idade dos filhos); esses pontos podem ainda ser ajustados nas próximas comissões antes da votação final.

O que falta para o projeto virar lei

O PL 6841/25 tramita em caráter conclusivo na Câmara dos Deputados, o que significa que pode ser aprovado sem precisar passar pelo plenário, a menos que haja recurso. Depois da aprovação na Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, o projeto segue para:

  1. Comissão de Seguridade Social, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família;
  2. Comissão de Finanças e Tributação;
  3. Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ);
  4. Análise e votação no Senado Federal;
  5. Sanção (ou veto) da Presidência da República.

Só depois de passar por todas essas etapas o adicional passaria a valer oficialmente para novos pedidos e, conforme o texto final, possivelmente para quem já é aposentado.

Por que ainda não dá para pedir o adicional

Atenção: como o projeto ainda não foi sancionado, não existe hoje nenhum canal do INSS ou do Meu INSS para solicitar esse adicional de 5% a 15%. Desconfie de qualquer mensagem, site ou perfil que prometa “já garantir” o benefício ou cobrar taxa para “adiantar” o pedido, isso não existe nas regras atuais da Previdência Social.

A recomendação de nossa redação é acompanhar a tramitação diretamente pelo Portal da Câmara dos Deputados e, quando (e se) o projeto virar lei, consultar o Meu INSS para verificar como pedir a revisão do benefício.

Outros benefícios e mudanças do INSS em 2026

Enquanto o adicional para mães não sai do papel, outras regras do INSS já estão valendo ou em tramitação neste ano:

Perguntas frequentes

O que diz o projeto de lei sobre a aposentadoria das mães?

O Projeto de Lei 6841/25, de autoria do deputado Duda Ramos (Podemos-RR), cria um adicional de 5% por filho biológico ou adotivo no valor da aposentadoria ou da pensão por morte de mulheres que se dedicaram ao cuidado dos filhos, com limite de 3 filhos (ou seja, até 15%). O benefício vale para aposentadorias pagas pelo Regime Geral de Previdência Social (RGPS).

O adicional de 5% já está em vigor?

Não. Até 16/07/2026, o projeto foi aprovado apenas na Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados, em 07/07/2026. Ainda precisa passar pelas comissões de Seguridade Social, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e Cidadania, além da aprovação do Senado e da sanção presidencial para virar lei.

Quem poderia ser beneficiada pelo adicional?

Segundo a relatora do projeto, deputada Fernanda Melchionna (Psol-RS), a proposta busca beneficiar principalmente mulheres que trabalharam no mercado informal e por isso recebem aposentadorias mais baixas, reconhecendo o tempo dedicado à criação dos filhos.

O adicional vale para quantos filhos no máximo?

O texto aprovado na comissão limita o adicional a 3 filhos, o que resulta em um acréscimo máximo de 15% sobre o valor da aposentadoria ou pensão por morte.

Dá para pedir esse adicional agora no INSS?

Ainda não. Como o projeto não virou lei, não há como solicitar o adicional no Meu INSS ou em qualquer canal do INSS neste momento. A recomendação é acompanhar a tramitação e as publicações oficiais da Câmara dos Deputados.

O que ainda falta para o projeto virar lei?

O PL 6841/25 tramita em caráter conclusivo: precisa ser aprovado pelas comissões de Seguridade Social, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família, de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça e Cidadania da Câmara. Depois, segue para análise do Senado Federal e, por fim, para sanção presidencial.

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