A PEC do fim da escala 6×1 foi aprovada em dois turnos na Câmara dos Deputados em 27 de maio de 2026: 472 a 22 no 1º turno e 461 a 19 no 2º. O texto prevê a adoção da escala 5×2, com dois dias de folga por semana, e a redução da jornada de 44 para 40 horas semanais.
Agora a proposta segue ao Senado Federal, onde ainda precisará de dois turnos de votação antes de entrar em vigor.
Aqui você entende o status real da PEC, o que muda, a regra de transição, o que dizem os empresários (incluindo a Riachuelo) e os próximos passos.
É um dos temas trabalhistas mais importantes de 2026, e vai direto ao bolso e à rotina de milhões de trabalhadores CLT.
Fim da escala 6×1 em resumo
- Status (27/05): aprovada em 2 turnos na Câmara; aguarda votação no Senado
- Resultado: 472×22 no 1º turno; 461×19 no 2º turno (27/05/2026)
- O que muda: escala 5×2 (2 folgas) e jornada de 44h para 40h
- Tipo: PEC (precisa de Câmara em 2 turnos + Senado)
- Transição: haverá prazo de adaptação (a definir no texto final)
- Debate: trabalhadores a favor; parte do empresariado alerta para custos
Neste guia
Aprovação na Câmara: o que aconteceu
A PEC do fim da escala 6×1 foi aprovada em dois turnos na Câmara dos Deputados na noite de 27 de maio de 2026. No 1º turno, o placar foi de 472 votos a favor e 22 contra; no 2º turno, 461 a favor e 19 contra.
O texto aprovado substitui a escala 6×1 pela 5×2 (dois dias de folga por semana) e reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas.
Após a aprovação, a PEC foi encaminhada ao Senado Federal em 28 de maio. No Senado, a proposta também precisará ser votada em dois turnos antes de ser promulgada. Enquanto não houver promulgação, a escala 6×1 continua válida.
O que muda: escala 5×2 e jornada de 40 horas
Se aprovada como está no acordo, a mudança central é o fim da escala 6×1 (seis dias de trabalho por um de folga) e a adoção da escala 5×2: cinco dias de trabalho e dois dias de descanso por semana. Junto, a jornada máxima cairia das atuais 44 horas para 40 horas semanais.
Quer entender a diferença na prática entre os dois modelos e seus direitos hoje? Veja o nosso guia de escala 6×1 x 5×2.
Regra de transição
O acordo prevê uma regra de transição para as empresas se adaptarem, em vez de a mudança valer de um dia para o outro. Os prazos discutidos variaram ao longo da negociação, então o tempo exato de adaptação só ficará definido no texto final aprovado. É um dos pontos que ainda podem mudar até a votação.
O que dizem os empresários e a Riachuelo
O tema divide opiniões. Do lado empresarial, o dono da Riachuelo, Flávio Rocha, criticou o fim da escala 6×1 e afirmou que a medida pode pressionar a inflação e os preços.
Segundo ele, o custo da mão de obra no varejo poderia subir entre 18% e 20%, o que tenderia a ser repassado ao consumidor ou a reduzir contratações.
Rocha pondera que muitas empresas já adotam modelos mais flexíveis, como a própria 5×2, mas argumenta que transformar isso em regra geral afeta setores que precisam funcionar mais dias por semana. Já o governo e centrais sindicais defendem a mudança como ganho de qualidade de vida e saúde para o trabalhador.
O que muda para o trabalhador
Na prática, quem é CLT e hoje trabalha seis dias por uma folga passaria a ter dois dias de descanso por semana, com a mesma proteção de direitos. O debate gira em torno do equilíbrio entre mais folga e qualidade de vida, de um lado, e o impacto sobre custos, preços e empregos, de outro.
Por enquanto, nada muda no seu contrato: a 6×1 segue válida até que a PEC seja aprovada e promulgada.
Próximos passos
O caminho é: votação na comissão e no plenário da Câmara (em dois turnos), depois análise no Senado (também em dois turnos) e, por fim, promulgação. Vamos atualizar este conteúdo conforme as votações avançarem.
Para entender outros pontos da jornada de trabalho, veja também a jornada 12×36 e o banco de horas e os direitos trabalhistas que continuam valendo.
Perguntas frequentes
O fim da escala 6×1 já foi aprovado?
Na Câmara, sim. A PEC foi aprovada em dois turnos em 27 de maio de 2026 (472 a 22 no 1º turno; 461 a 19 no 2º).
A proposta seguiu para o Senado Federal em 28 de maio, onde também precisará de dois turnos de votação. Enquanto não for promulgada, a escala 6×1 continua valendo.
O que é a escala 5×2?
É o modelo de cinco dias de trabalho com dois dias de folga por semana. A proposta em discussão substituiria a escala 6×1 pela 5×2 e reduziria a jornada de 44 para 40 horas semanais.
Quando a escala 6×1 vai acabar?
Ainda não há data definida. A votação na Câmara está marcada para o fim de maio, mas a proposta ainda precisa passar pelo Senado e ter uma regra de transição antes de valer para todos.
O que a Riachuelo disse sobre o fim da 6×1?
O dono da Riachuelo, Flávio Rocha, criticou a medida, afirmando que ela pode elevar a inflação e os custos do varejo (entre 18% e 20%), com risco de repasse de preços ou redução de contratações.
Minha escala 6×1 muda agora?
Não. Enquanto a PEC não for aprovada e promulgada, a escala 6×1 continua válida. Nada muda no seu contrato até a conclusão de todo o processo legislativo.
Como apuramos
Conteúdo produzido em 26 de maio de 2026 com base em informações da Agência Brasil, da imprensa e do andamento da PEC na Câmara dos Deputados, além de declarações públicas do dono da Riachuelo. Como a proposta ainda está em votação, datas e regras podem mudar; atualizaremos conforme o avanço no Congresso.