Um estudo do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), publicado em 27 de junho de 2026, revelou que 57,2% dos 13,9 milhões de jovens ocupados entre 14 e 24 anos no Brasil possuem carteira de trabalho assinada. Ao mesmo tempo, 6,2 milhões de jovens nessa faixa etária não trabalham e não estudam, representando 18,7% de toda a população jovem do país. Os dados são do estudo “Os Jovens no Brasil”, com base na PNAD Contínua do primeiro trimestre de 2026, complementada por registros do RAIS e do eSocial. Verificamos as informações diretamente na fonte oficial do MTE.
Emprego formal jovens: números-chave (MTE, junho/2026)
- 32,9 milhões de jovens brasileiros de 14 a 24 anos (15,4% da população)
- 13,9 milhões ocupados; desses, 8 milhões com carteira assinada
- 57,2% dos jovens ocupados estão no mercado formal
- 6,2 milhões de jovens nem trabalham nem estudam (“nem-nem”)
- 1,77 milhão de estagiários; 716.742 jovens aprendizes ativos
- Jornada média: 39,2 horas/semana (geral); 27,3h (14 a 17 anos)
- Fonte: Estudo MTE “Os Jovens no Brasil” (PNAD Q1/2026)
Como está o emprego formal entre jovens no Brasil
Segundo o estudo do MTE divulgado em 27 de junho de 2026, o Brasil tem 13,9 milhões de jovens de 14 a 24 anos no mercado de trabalho, dos quais 57,2% possuem vínculo formal (carteira assinada ou função pública). É o melhor índice para essa faixa etária na última década. O estudo utilizou dados da PNAD Contínua (1º trim./2026) e registros do RAIS e eSocial, representando uma fotografia fiel do mercado de trabalho jovem no Brasil.
Em relação a 2021, a informalidade recuou: entre os jovens de 18 a 24 anos, caiu de patamares acima de 44% para os atuais 39,4%. Entre os adolescentes de 14 a 17 anos, a taxa de informais ainda é alta (72,8%), mas também recuou em relação aos anos anteriores. O avanço reflete a expansão do programa de aprendizagem profissional e a melhora geral do mercado de trabalho brasileiro.
Quem são os 6,2 milhões de jovens fora do mercado
O estudo divide os 32,9 milhões de jovens brasileiros em quatro perfis:
| Perfil | Quantidade | Percentual |
|---|---|---|
| Só estudam | 12,8 milhões | 39,0% |
| Só trabalham | 9,6 milhões | 29,1% |
| Trabalham e estudam | 4,3 milhões | 13,2% |
| Nem trabalham nem estudam (“nem-nem”) | 6,2 milhões | 18,7% |
Os 6,2 milhões de jovens fora do mercado e da escola representam um desafio social relevante. Entre as causas apontadas pelo MTE estão: necessidade de cuidar de filhos ou parentes, dificuldade de acesso a transporte e qualificação, e falta de experiência exigida pelas vagas. O programa de Jovem Aprendiz e o EJA Profissionalizante são as principais políticas de reinserção desse grupo.
Diferenças por faixa etária: 14-17 anos e 18-24 anos
Os números variam consideravelmente entre as duas sub-faixas da população jovem:
| Indicador | 14 a 17 anos | 18 a 24 anos |
|---|---|---|
| Taxa de informalidade | 72,8% | 39,4% |
| Taxa de desemprego | 25,1% | 13,8% |
| Jornada média semanal | 27,3 horas | 38,6 horas |
Para os adolescentes de 14 a 17 anos, o contrato de Jovem Aprendiz é a principal via de formalização: garante carteira assinada com jornada reduzida (4 a 6h/dia), salário mínimo proporcional e obrigatoriedade de frequência escolar. Para a faixa de 18 a 24 anos, a busca por primeiras experiências CLT e por estágio remunerado são os caminhos mais comuns. Em ambos os casos, o portal Emprega Brasil (empregabrasil.mte.gov.br) e o app Sine Fácil são as ferramentas oficiais e gratuitas para encontrar vagas.
O que muda com o emprego formal
Trabalhar com carteira assinada garante: FGTS (depósito mensal de 8% do salário); INSS (acesso a aposentadoria, auxílio-doença, licença-maternidade); férias remuneradas (30 dias/ano + 1/3); 13º salário; seguro-desemprego em caso de demissão sem justa causa; e vale-transporte e alimentação quando previstos em convenção coletiva. Esses direitos não existem no emprego informal.
Jovem Aprendiz e estágio: as portas de entrada para o emprego formal
O estudo do MTE aponta que o Brasil tem 1,77 milhão de estagiários e 716.742 jovens aprendizes formalizados. Esses dois contratos são estratégicos para jovens sem experiência, pois empresas com mais de 7 funcionários são obrigadas por lei a contratar aprendizes (Lei 10.097/2000).
O Jovem Aprendiz tem entre 14 e 24 anos (sem limite de idade para PcD); recebe salário mínimo proporcional à jornada; tem FGTS depositado; precisa estar matriculado e frequentando escola; e é contratado por instituições como SENAC, SENAI e CIEE. Como nossa redação apurou junto às informações oficiais do MTE, o número de aprendizes cresceu nos últimos anos, com o objetivo de reduzir o contingente de jovens em situação de vulnerabilidade.
Como entrar no mercado de trabalho formal: 5 passos práticos
- Cadastre-se no Emprega Brasil e no Sine Fácil. Acesse empregabrasil.mte.gov.br (portal oficial do MTE) e crie seu perfil com dados pessoais, formação e experiências. Também baixe o app Sine Fácil (iOS/Android) para receber alertas de vagas na sua cidade em tempo real. Ambos são gratuitos e não exigem nenhuma taxa.
- Busque vagas de Jovem Aprendiz (para quem tem 14 a 24 anos). No Emprega Brasil ou no SINE, filtre vagas por “Jovem Aprendiz”. O contrato de aprendizagem garante carteira assinada, FGTS e inscrição no INSS mesmo para quem ainda está na escola. A jornada é reduzida (4 a 6h/dia) para não prejudicar os estudos. Consulte as regras oficiais em gov.br/trabalho-e-emprego/aprendizagem-profissional.
- Atualize o CadÚnico se for de baixa renda. Quem é de baixa renda deve manter o CadÚnico atualizado para ter acesso a programas como Pé-de-Meia, Bolsa Família e BPC. Acesse meucadunico.cidadania.gov.br para verificar ou agende uma visita ao CRAS do seu município. Cadastro desatualizado bloqueia benefícios automaticamente.
- Se você é estudante do ensino médio público, solicite o Pé-de-Meia. O Pé-de-Meia paga até R$ 200/mês para estudantes do ensino médio em escola pública com renda per capita até meio salário mínimo inscrita no CadÚnico. O benefício é automático para quem atende os critérios; a frequência escolar e a participação no ENEM são condicionantes. Acompanhe as parcelas em Pé-de-Meia 2026: calendário.
- Busque qualificação profissional pelo SENAC, SENAI ou EJA Profissionalizante. Jovens sem experiência aumentam as chances com cursos de qualificação. O SENAC e o SENAI oferecem cursos gratuitos e subsidiados em todo o Brasil. Para quem não concluiu o ensino médio, o EJA Profissionalizante (Educação de Jovens e Adultos com qualificação técnica) é uma alternativa para estudar e se qualificar ao mesmo tempo. Mais informações em gov.br/trabalho-e-emprego/empregabilidade.
Atenção ao desemprego jovem
A taxa de desemprego entre jovens de 14 a 24 anos é mais de 3 vezes a média nacional (5,8%). Por isso, a busca ativa é fundamental: mantenha o currículo atualizado no Emprega Brasil, acompanhe as vagas do SINE da sua cidade e fique atento a feirões de emprego promovidos por prefeituras e governos estaduais.
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Perguntas frequentes sobre emprego formal para jovens
O que é emprego formal no Brasil?
Emprego formal é aquele com registro em Carteira de Trabalho (CTPS), garantindo ao trabalhador direitos como FGTS, INSS, férias remuneradas, 13º salário, seguro-desemprego e licença maternidade/paternidade. No Brasil, o emprego com carteira assinada é regulado pela CLT (Consolidação das Leis do Trabalho). Conforme apuração da nossa redação junto ao estudo do MTE publicado em 27 de junho de 2026, 57,2% dos 13,9 milhões de jovens ocupados entre 14 e 24 anos já estão na formalidade.
Com que idade posso trabalhar com carteira assinada?
A legislação brasileira permite: 16 anos para trabalho com carteira assinada (CLT); 14 anos para contrato de Jovem Aprendiz (com jornada reduzida e frequência obrigatória na escola). É proibido qualquer trabalho abaixo de 14 anos, e trabalho noturno, insalubre ou perigoso para menores de 18 anos. A aprendizagem profissional é a principal porta de entrada para jovens de 14 a 24 anos no mercado formal.
O que é a geração “nem-nem”?
A geração “nem-nem” é formada por jovens que estão fora do mercado de trabalho e também fora do sistema de ensino. Segundo o estudo do MTE com dados da PNAD Contínua Q1/2026, o Brasil tem 6,2 milhões de jovens de 14 a 24 anos nessa situação, o que representa 18,7% de toda essa faixa etária. A principal saída é o acesso ao Jovem Aprendiz, cursos de qualificação profissional e o Pé-de-Meia para estudantes retornarem à escola.
Como me inscrever no Jovem Aprendiz?
O Jovem Aprendiz é regulado pela Lei 10.097/2000 e garante contrato CLT com jornada de 4 a 6 horas/dia, salário mínimo proporcional, FGTS e inscrição no INSS. Para se inscrever: acesse o portal Emprega Brasil (empregabrasil.mte.gov.br) ou o app Sine Fácil; busque vagas de aprendiz na sua cidade; leve RG, CPF, comprovante de residência e histórico escolar. Entidades como SENAC, SENAI e CIEE também selecionam aprendizes.
O que é o Pé-de-Meia e quem tem direito?
O Pé-de-Meia é um incentivo financeiro do MEC para estudantes do ensino médio público de baixa renda: paga até R$ 200 por mês condicionado à frequência escolar e participação no ENEM. Tem direito o estudante inscrito no CadÚnico, matriculado no ensino médio em escola pública e com renda familiar per capita até meio salário mínimo. Veja o calendário completo em Pé-de-Meia 2026: calendário e parcelas.
Onde encontrar vagas de emprego formal para jovens?
As principais plataformas oficiais e gratuitas são: (1) Emprega Brasil (empregabrasil.mte.gov.br); (2) app Sine Fácil (gratuito, iOS e Android); (3) postos de atendimento do SINE na sua cidade; (4) feirões do trabalhador promovidos por prefeituras e estados. Portais como CIEE e instituições como SENAC e SENAI também oferecem vagas de aprendiz e estágio.
📌 Faz parte do guia: Jovem Aprendiz 2026: requisitos, salário, vagas e empresas que contratam