O Sinssp-BR (Sindicato dos Trabalhadores do Seguro Social e Previdência Social) decretou, em 26 de agosto de 2026, estado de greve em todo o país entre os servidores do INSS. A decisão veio depois de uma Assembleia Nacional Geral e Ampliada realizada em 18 de agosto, e o sindicato cita como motivos a condução do novo Decreto de Atribuições, o descumprimento de acordos anteriores e o risco à carreira de Técnico do Seguro Social.
Segundo apuração de nossa redação junto às notas oficiais do Sinssp-BR e da Condsef (Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal), não há, até esta publicação, data marcada para uma paralisação efetiva nem confirmação de impacto em perícias, agendamentos ou atendimento presencial.
É importante não confundir os dois estágios: um é o aviso formal de mobilização; o outro seria a parada de fato das atividades.
Estado de greve do INSS: resumo
- O que aconteceu: Sinssp-BR decretou estado de greve nacional dos servidores do INSS
- Quando: decretado em 26/08/2026, após assembleia de 18/08/2026
- Motivo: Decreto de Atribuições no MGI, descumprimento de acordos de 2022 e 2024, risco à carreira de Técnico do Seguro Social
- Data de paralisação: não confirmada nas fontes oficiais até agora
- Atendimento e perícias: sem confirmação de impacto até esta apuração
- Onde acompanhar: Meu INSS, Central 135 e canais oficiais do sindicato
Neste guia
Linha do tempo da mobilização
A decisão de 26 de agosto não surgiu isolada: ela é resultado de um processo que o sindicato vem conduzindo desde o início do mês, incluindo uma cobrança formal ao INSS sobre convocações de perícia consideradas irregulares. Veja como os fatos confirmados se encadeiam:
| Data | O que aconteceu |
|---|---|
| 25/08/2026 | Sinssp-BR envia notificação ao INSS pedindo suspensão de convocações irregulares para perícias presenciais |
| 18/08/2026 | Assembleia Nacional Geral e Ampliada da categoria |
| 26/08/2026 | Sinssp-BR e Condsef formalizam o estado de greve em todo o país |
Você sabia
O INSS já teve mobilizações da categoria em anos anteriores (2022, 2023, 2024 e 2025), com desfechos diferentes: algumas ficaram só no estado de greve, sem parar o atendimento; outras avançaram para paralisações pontuais em unidades específicas.
O histórico recente reforça por que vale acompanhar o desdobramento em vez de supor um cenário só pelo anúncio inicial.
Estado de greve x paralisação efetiva
“Estado de greve” é a etapa em que a categoria autoriza formalmente a direção do sindicato a decretar uma paralisação, caso as negociações não avancem. Isso é diferente de uma greve em andamento, que exigiria uma nova decisão sobre data de início, adesão e, normalmente, um acordo sobre quais serviços seriam mantidos (como perícias urgentes ou análises com prazo judicial).
Nenhuma dessas etapas seguintes foi confirmada pelas fontes apuradas até a publicação desta matéria.
O que fazer enquanto não há data
Como o quadro pode mudar a qualquer momento, o mais seguro é monitorar diretamente os canais do INSS em vez de se basear só em notícias soltas. Veja o caminho:
- Confira o status do seu agendamento no Meu INSS: aplicativo ou site, na área de agendamentos e perícias.
- Ligue para a Central 135 se tiver dúvida sobre uma perícia ou atendimento marcado nos próximos dias.
- Não deixe de comparecer a um agendamento que continue confirmado: falta sem aviso pode gerar reagendamento mais demorado.
- Acompanhe os boletins do sindicato (Sinssp-BR e Condsef) para saber se uma data de paralisação for definida.
O que isso significa para você
Se você depende do INSS para uma perícia, um pedido de benefício ou um agendamento já marcado, o estado de greve, sozinho, ainda não muda nada na prática: não cancele nem remarque por conta própria. O ponto de atenção real é acompanhar se o sindicato vai anunciar uma data de paralisação nas próximas semanas, porque aí sim pode haver atraso em atendimentos presenciais.
Vale lembrar que o INSS vinha de uma redução de 59% na fila de pedidos, o que torna uma eventual paralisação prolongada mais sensível para quem já esperou meses pelo benefício.
Para não perder o acesso ao Meu INSS durante o período, confira também como proteger o aplicativo antes de trocar de celular. E quem tem dúvida sobre o valor máximo pago pelo INSS pode conferir o novo teto do benefício em 2026, de R$ 8.475,55.
Perguntas frequentes
O que significa o INSS estar em "estado de greve"?
Estado de greve é uma etapa de mobilização formal decidida em assembleia: o sindicato comunica publicamente que a categoria está insatisfeita e pode paralisar as atividades, mas isso não é, por si só, uma paralisação em curso.
Não há, até esta apuração, confirmação de suspensão de atendimento em nenhuma unidade do INSS por causa dessa decisão.
Quem decretou a greve e quando?
O Sinssp-BR (Sindicato dos Trabalhadores do Seguro Social e Previdência Social) formalizou o estado de greve em 26 de agosto de 2026, depois de uma Assembleia Nacional Geral e Ampliada realizada em 18 de agosto.
Qual é o motivo da mobilização?
O sindicato cita três frentes: a condução do novo Decreto de Atribuições em análise no Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), o descumprimento de Acordos de Greve firmados em 2022 e 2024 (o teor específico desses acordos não foi detalhado nas notas oficiais) e o risco de extinção gradual da carreira de Técnico do Seguro Social.
Meu atendimento ou perícia já marcada pode ser cancelado?
Não há, até o momento, comunicado do INSS ou dos sindicatos confirmando cancelamento de agendamentos por causa do estado de greve. A recomendação é acompanhar o status do seu agendamento pelo Meu INSS e chegar à unidade apenas com a confirmação mantida.
Onde acompanho se a situação mudar?
O canal oficial do INSS para avisos de atendimento é o Meu INSS (aplicativo e site) e a Central 135. Os boletins do movimento grevista são publicados pelos sindicatos da categoria, como Sinssp-BR e Condsef, que reúnem os servidores em todo o país.
Isso tem relação com a fila do INSS que caiu 59%?
São situações distintas, mas conectadas: o INSS divulgou recentemente que a fila de pedidos caiu para o menor nível desde 2023, resultado que o próprio sindicato atribui, em parte, à sobrecarga de convocações e ao esforço da categoria.
A mobilização atual é sobre condições de trabalho, e uma paralisação futura poderia reverter parte desse avanço se não for resolvida.