Saque de até 20% do FGTS para pagar dívidas começa a ser liberado em abril

Trabalhadores com renda de até cinco salários mínimos — o equivalente a R$ 8.105 — poderão sacar até 20% do saldo do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) para quitar dívidas. O anúncio foi feito pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, e a medida integra um pacote de renegociação que deve injetar cerca de R$ 7 bilhões na economia.

A iniciativa foi detalhada em abril de 2026 e ainda depende da publicação de uma Medida Provisória para entrar em vigor. Segundo a equipe econômica e o Ministério do Trabalho, a formalização é esperada até o final de maio de 2026.

A seguir, veja quem pode sacar, como vai funcionar na prática e o que já se sabe sobre as condições do programa.

Saque de 20% do FGTS para pagar dívidas: o que o governo já confirmou

Resumo da Medida

  • O que é: Saque de até 20% do saldo do FGTS direcionado para quitação de dívidas
  • Quem pode sacar: Trabalhadores formais com renda de até cinco salários mínimos (R$ 8.105)
  • Prazo: Medida Provisória esperada até o final de maio de 2026

O saque do FGTS para pagar dívidas é direcionado exclusivamente aos trabalhadores formais. O critério central é a renda mensal de até cinco salários mínimos, teto equivalente a R$ 8.105 na tabela atual.

O mecanismo prevê que o valor sacado seja usado diretamente para abater o saldo devedor. O restante da dívida poderá ser refinanciado com condições especiais — o governo pretende oferecer uma garantia para essas operações, estabelecendo uma taxa de juros pré-fixada ou um teto máximo de juros.

Outro ponto já definido: as instituições financeiras participantes terão de oferecer um desconto mínimo obrigatório sobre o saldo da dívida, que pode chegar a 90%, antes do abatimento com os recursos do fundo.

O que ainda está sendo definido

A medida ainda não está em vigor. Para que o saque do FGTS para quitação de dívidas seja liberado, o governo federal precisa editar e publicar uma Medida Provisória.

Os detalhes operacionais — como os bancos aplicarão os descontos e como o trabalhador solicitará o resgate diretamente para quitação da dívida — estão sendo alinhados entre o Ministério da Fazenda e o Palácio do Planalto.

A expectativa, apontada por especialistas de mercado, é que a formalização ocorra até o final de maio de 2026. Enquanto o instrumento legal não for publicado, nenhuma operação de saque vinculada a esse programa pode ser realizada.

Dica da redação:

Como as regras operacionais ainda estão sendo definidas, evite buscar esse tipo de saque em qualquer banco ou aplicativo antes da publicação oficial da Medida Provisória. Propostas que prometem o benefício antes da formalização legal não têm amparo no programa anunciado pelo governo.

Pacote mais amplo: caminhoneiros, motoristas e setores estratégicos

O saque do FGTS é parte de um conjunto maior de medidas anunciadas pelo governo federal. O pacote também prevê a criação de linhas de crédito específicas para categorias autônomas como caminhoneiros, motoristas de aplicativos e taxistas.

Esses grupos enfrentam dificuldades para acessar financiamentos com taxas acessíveis para manutenção de veículos e capital de giro. A proposta é estruturar um suporte que garanta a continuidade das operações.

Além disso, o pacote prevê incentivos para setores considerados estratégicos: a construção civil e a cadeia produtiva de fertilizantes receberão atenção especial do governo para impulsionar atividades e estabilizar operações.

Como Sacar o FGTS para Pagar Dívidas

O processo de solicitação ainda não está disponível — as regras operacionais dependem da publicação da Medida Provisória. Quando formalizado, o caminho previsto é o seguinte:

  • Verificar se a renda mensal está dentro do limite de até R$ 8.105 (cinco salários mínimos)
  • Aguardar a publicação oficial da Medida Provisória pelo governo federal
  • Solicitar o saque junto à instituição financeira participante do programa, conforme orientações que serão divulgadas após a formalização
  • O valor sacado será usado diretamente para abater a dívida — o saldo restante poderá ser refinanciado nas condições estabelecidas pelo programa
Critério Detalhe
Público-alvo Trabalhadores formais com renda até R$ 8.105
Percentual do saque Até 20% do saldo do FGTS
Desconto oferecido pelos bancos Mínimo obrigatório, podendo chegar a 90%
Impacto estimado na economia R$ 7 bilhões
Instrumento legal necessário Medida Provisória (prevista até maio de 2026)

Quem se enquadra nos critérios de renda pode se preparar agora — reunir informações sobre o saldo do FGTS e o montante das dívidas em aberto facilita o processo quando a medida for oficializada.

O prazo para a Medida Provisória é maio de 2026. Acompanhe as atualizações aqui no nosso portal para saber assim que as regras operacionais forem publicadas.

Fonte: Informações publicadas pelo ND Mais, com adaptação editorial

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Paloma Guedes

Paloma Guedes

Redatora e entusiasta da leitura, especializada em transformar informações complexas em conteúdo acessível e relevante. No guiadoscursos.com compartilha oportunidades de educação profissional com foco em clareza, precisão e credibilidade, ajudando milhares de brasileiros a acessarem cursos gratuitos de qualidade

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