O Novo Caged apurou 228.208 vínculos formais abertos em março de 2026, segundo dados divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O saldo eleva o primeiro trimestre do ano a 613.373 postos com carteira assinada e mantém o estoque nacional acima de 49 milhões de vínculos celetistas. Em 12 meses, foram 1.211.455 vagas líquidas, e desde 2023 o acumulado passou de 5 milhões de empregos.
- 228.208 vagas formais abertas em março de 2026 (saldo positivo no Caged).
- Primeiro trimestre fecha com +613.373 postos CLT, ritmo para superar 2 milhões em 2026.
- Serviços puxam 67% do saldo do mês (+152.391); única queda foi Agropecuária (-18.096 por sazonalidade).
Os números vêm da declaração obrigatória que empresas com pelo menos um empregado CLT enviam todo mês ao Ministério do Trabalho. O Caged registra fluxo (admissões e demissões), diferente da RAIS, que mede estoque anual. A divulgação de março é a quarta consecutiva no positivo desde dezembro de 2025.
Para o trabalhador comum, o dado importa porque revela onde estão as oportunidades concretas: a maior parte do saldo está concentrada em três setores (Serviços, Construção e Indústria) e em três estados (São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro). Jovens até 24 anos respondem por 72,6% das contratações, sinal de mercado abrindo porta para primeiro emprego.
Quais setores puxam a geração de emprego em março
O setor de Serviços lidera disparado as contratações com 152.391 novos postos formalizados, equivalente a 67% do saldo nacional do mês. Comércio, Indústria e Construção também fecharam no positivo. A única queda veio da Agropecuária (-18.096), explicada pelo fim das safras de maçã, soja e uva no Sul do país.
- Serviços: +152.391 postos (com destaque para tecnologia da informação, serviços financeiros, administração pública, educação e saúde)
- Construção: +38.316 postos (obras de edifícios e infraestrutura)
- Indústria: +28.336 postos (processamento de fumo, alimentos e veículos automotores)
- Comércio: +27.267 postos (varejo e atacado)
- Agropecuária: -18.096 postos (efeito sazonal de fim de safra)
📋 Fonte oficial: Ministério do Trabalho
Os microdados completos do Caged março/2026, com filtro por estado, município e CNAE, ficam disponíveis no portal do MTE. Aqui é só análise editorial.
No acumulado do primeiro trimestre, Serviços lidera com 382.229 postos, com destaque para tecnologia da informação, administração pública, educação e saúde. A Construção gerou 120.547 vagas no trimestre. A Indústria fechou com 115.310 postos.
Onde estão sendo abertas mais vagas no Brasil
Em termos absolutos, os maiores saldos de março ficaram concentrados no eixo Sudeste:
- São Paulo: +67.876 postos (crescimento de 0,46% sobre o estoque local)
- Minas Gerais: +38.845 postos (+0,77%)
- Rio de Janeiro: +23.914 postos (+0,60%)
Em termos proporcionais, estados menores tiveram desempenho relativo mais forte: Acre (+0,92%), Roraima (+0,88%) e Piauí (+0,86%) foram os destaques quando se mede crescimento sobre o estoque já existente: a recuperação do mercado de trabalho se espalhou além do eixo Sudeste.
Quem está sendo contratado em março
O perfil dos contratados em março mostra que o mercado segue priorizando dois grupos:
- Jovens de até 24 anos: concentraram 165.785 vagas (72,6% do total). Muitos entram via contratos de aprendizagem, estágio remunerado convertido em CLT ou trainee.
- Trabalhadores com ensino médio completo: 183.037 das contratações exigiram esse nível mínimo de escolaridade. Para superior completo, foram 23.265 vagas (menos de 12% do total).
Entre mulheres e homens, o saldo foi positivo para os dois grupos: 132.477 vagas para mulheres e 95.731 para homens no mês. A predominância feminina ocorre principalmente em serviços (saúde, educação, administração), setores que historicamente concentram mão de obra feminina formal.
Os contratos de aprendizagem (+12.264 no mês) e as jornadas curtas de até 30 horas semanais (+34.925) também aceleraram. É uma porta de entrada relevante para o primeiro emprego.
Saldo por setor em março de 2026
| Setor | Saldo março 2026 | Acumulado trimestre |
|---|---|---|
| Serviços | +152.391 | +382.229 |
| Construção | +38.316 | +120.547 |
| Indústria | +28.336 | +115.310 |
| Comércio | +27.267 | +27.583 |
| Agropecuária | -18.096 | -32.296 |
| Total Brasil | +228.208 | +613.373 |
O que os dados sinalizam para 2026
Com 613 mil vagas formais criadas só no primeiro trimestre, o Brasil está em ritmo de fechar 2026 acima de 2 milhões de empregos formalizados, mantida a tendência. Isso confirma o cenário apontado pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD Contínua): taxa de desemprego nos menores níveis desde antes da pandemia e renda real do trabalho em recuperação sustentada.
Para quem está atrás de emprego com carteira assinada, o cenário favorece Serviços (principalmente TI, saúde, educação e administração pública) e Construção em capitais e regiões metropolitanas. Vale entender os direitos específicos dos contratos de aprendizagem e das jornadas curtas, que diferem do CLT integral tradicional em férias, 13º proporcional e adicional de hora extra.
Perguntas frequentes sobre o Caged de março 2026
Quantas vagas formais o Brasil criou em março de 2026?
O Novo Caged registrou saldo positivo de 228.208 vínculos formais em março de 2026. O saldo leva o primeiro trimestre a 613.373 postos com carteira assinada criados desde janeiro.
Qual setor mais contratou em março de 2026?
Serviços liderou disparado, com +152.391 novos postos (67% do saldo nacional). Em seguida vieram Construção (+38.316), Indústria (+28.336) e Comércio (+27.267). Apenas a Agropecuária fechou em queda (-18.096), por efeito sazonal de fim de safra.
Quais estados abriram mais vagas no Caged de março?
Em saldo absoluto, São Paulo lidera (+67.876), seguido por Minas Gerais (+38.845) e Rio de Janeiro (+23.914). Em termos proporcionais ao estoque, Acre (+0,92%), Roraima (+0,88%) e Piauí (+0,86%) tiveram o melhor desempenho relativo.
Qual é a diferença entre Caged e RAIS?
O Caged registra fluxo mensal de admissões e demissões nas empresas e sai todo mês. A RAIS é declaração anual obrigatória que mostra o estoque de vínculos ativos em 31 de dezembro de cada ano. Caged serve para acompanhar conjuntura; RAIS para pesquisa estrutural de salários, escolaridade e perfil regional.
Onde consultar os dados oficiais do Caged?
No portal do Ministério do Trabalho e Emprego: gov.br/trabalho-e-emprego/…/novo-caged. O acesso é gratuito, com tabelas em Excel e PDF e painéis interativos (PDET) para filtro por estado, município, setor (CNAE) e cargo (CBO).











